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Quem Somos...
Não sabemos se ao seleccionar a opção "Quem Somos" reparou ou reconheceu a imagem do botão associado. É a parte de um painel em azulejo por sinal bem boni-
to - em nossa modesta opinião - e além de completo, em bom estado de conserva-
ção, como se pode ver em fotografia recente - Set 2005 - situação cada vez mais rara no Rio.
Sendo o Rio uma localidade habitada em permanência por
mais de 100 famílias a criançada estaria votada ao analfa-
betismo já que a deslocação diária para outras paragens(Silvares, Barroca do Zêzere, Aldeia de S. Francisco, etc)
seria praticamente incomportável se não impossível.
Foi assim que por iniciativa da Administração da BTW, Ldª, foi construído um edifício de dois pisos sendo que um seria destinado ao sexo feminino e o outro ao sexo masculino.
Não sei se alguma vez funcionou com estas intenções por-
quanto no meu tempo, há mais de 50 anos, já o primeiro pi-
so havia sido transformado em capela enquanto o segundo piso se mantinha com as funções para que inicialmente ha-
via sido criado ou seja como instalações da Escola Primá-
ria.
Tudo isto, para avivar a memória e recordar, que foi ali que muitos dos que de al-
gum modo se revem nesta despretenciosa página, aprenderam as primeiras letras, juntaram os primeiros números, tiveram as primeiras paixonetas, se fizeram os primeiros jogos e as primeiras danças de roda (no intervalo da manhã), se exibiram os primeiros punhos e as primeiras zangas, se combinaram as jogatanas de futebol entre o Parque e o Pombal...
Foi ali que tudo começou...
E não esqueçamos que muitos de nós não teriam trilhado o caminho da vida da forma como o fizeram se não houvesse a Escola George A. Smith.
Só por isto, obrigado Sr. Smith, obrigado Professora Odete, obrigado Professora Mª Emília.
Foi ali que tudo começou...
E... é o querer reviver todas essas recordações, quando o fim se aproxima, que ago-
ra nos juntou.
E em cada dia que passa mais vivas se tornam e mais próximos nos deixam.
É também o amor á terra que viu nascer alguns de nós mas que a todos viu dar os primeiros passos que nos motiva e junta cada vez mais.
A situação económico-financeira das Minas da Panasqueira, definiu-lhe um destino que não era o que gostaríamos. Os projectos de que todos já ouvimos falar, para a sua recuperação ou reconversão, não se executam. As alterações anárquicas no casario, descaracterizaram-no e não melhoraram nada. Há umas obras de fachada mas que não servem rigorosamente para coisa nenhuma. A antiga Messe, transfor-
mada em Pousada, está fechada embora as luzes se mantenham acesas dia e noite não se sabe á conta de quem...; o Bairro Chines, reconvertido e bem em duplexes para turismo, está ás moscas e não tarda das ervas daninhas e outros indesejaveis...
É altura de acabar este arrazoado porque já devem ter percebido que ao entusias-
mo com que começámos estas palavras e que nos juntou começa a tomar conta de nós um sentimento de desanimo relativamente á realidade quando estão já passados mais de 50 anos...
NÒS QUEREMOS PRESERVAR E SE POSSÍVEL FOMENTAR O OPTIMISMO INICIAL.
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